“O Partido ANIMAIS tem essa luta como um de seus objetivos principais”, declara o biólogo Frank Alarcón, porta-voz, ao lembrar a data de 3 de março, Dia da Vida Selvagem.

Criada em 2013 pela ONU, o Dia da Vida Selvagem visa celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para o tráfico de espécies selvagens. A data foi escolhida por ter sido neste dia, em 1973, que foi assinada a CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, acordo multilateral que teve como objetivo assegurar que o comércio de animais e plantas selvagens, e de produtos deles derivados, não ponha em risco a sobrevivência das espécies nem constitua um perigo para a manutenção da biodiversidade. De acordo com a ONU, o tráfico de animais e a caça movimentam até 213 bilhões de dólares por ano.

“O tráfico de animais selvagens é a terceira atividade mundial que mais envolve dinheiro ilícito e provoca sofrimento. Junto à expansão do extrativismo e da produção agropecuária, ao crescimento demográfico, ao aquecimento global e à poluição de ecossistemas, estamos ameaçando toda a vida selvagem – e claro, também a urbana”, pontua Alarcón.

Constituído pelos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal, o Brasil é um país megadiverso em flora, fauna e nichos ecológicos, e ponto fundamental na agenda da proteção animal, segundo o biólogo.

O tema do Dia Internacional da Vida Selvagem de 2017 é “Ouça as vozes jovens”, em vista de quase um quarto da população mundial ter entre 10 e 24 anos, “sendo necessário dedicar esforços no encorajamento dos jovens, como futuros líderes e decisores mundiais, a atuar em nível local e global na proteção dos animais selvagens ameaçados”, informa a página da CITES. Saiba mais no site oficial da data (em inglês).

Extinção no Brasil em números
Entre 2009 e 2014, o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade conduziu o processo de avaliação da fauna brasileira. Mais de 1.200 pesquisadores de 250 instituições do Brasil usaram o método definido pela IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza para avaliar 12.254 espécies de animais. Os pesquisadores identificaram 11 espécies de animais que deixaram de existir no país.

Saiba quais são os animais extintos no Brasil nesta matéria do Nexo Jornal.

Foto: Marie Stafford-Parrots

Por Gelcira Teles, com informações da CITES.